A Situação Atual da Rodovia de Barra Nova
A nova rodovia que conecta Guriri a Barra Nova, em São Mateus, enfrenta sérios problemas referentes à falta de acessos e rotatórias. Esta situação tem gerado um grande desconforto entre os motoristas, que, para realizar manobras de retorno, se veem obrigados a dirigir longas distâncias. Os moradores das comunidades vizinhas relataram que, em muitos casos, eles precisam percorrer até 6,5 quilômetros a mais para realizar um retorno ou, pior ainda, trafegar na contramão, colocando suas vidas em risco.
Demandas dos Moradores
A principal reivindicação dos moradores é a construção de acessos e rotatórias ao longo da nova via. Clebson Bazoni, presidente da Associação de Moradores do Bosque e Bom Jesus, destaca a necessidade de que as obras previstas para a estrada incluíssem alternativas seguras de acesso para as comunidades circunvizinhas. Segundo ele, não há objeções à nova estrutura viária, uma vez que a mesma é necessária e bem-vinda, mas a falta de um planejamento adequado na execução da obra é que gera descontentamento.
Impactos da Nova Rodovia
A nova rodovia tem impactos diretos na rotina dos moradores. Eles são forçados a desviar por quilômetros ao redor da nova infraestrutura. Essa situação não apenas gera transtornos diários, mas também aumenta os riscos de acidentes na via, já que muitos motoristas são levados à prática de manobras perigosas, como circulação em direção contrária e utilização das áreas centrais como pontos de retorno improvisados.

Problemas de Acesso e Segurança
A falta de acessos seguros e eficientes possui repercussões significativas na segurança dos moradores. Os motoristas têm reportado incidentes perigosos, devido à ausência de sinalização e iluminação adequadas na nova rodovia. Clebson Bazoni destacou que, além do estresse gerado pelos longos desvios, a insegurança cresce a cada dia. Vários acidentes já ocorreram desde a inauguração da via, e alguns deles resultaram em vítimas fatais, aumentando ainda mais a angústia da comunidade.
Protesto dos Moradores
Em resposta às dificuldades enfrentadas, os moradores estão organizando um protesto para chamar a atenção das autoridades. O produtor rural William dos Santos relatou que muitos se sentem prejudicados e que essa manifestação é uma forma de buscar soluções. O grupo busca sensibilizar as autoridades sobre a necessidade urgente de um planejamento eficaz que considere a segurança e a mobilidade de todos os usuários da rodovia.
O Papel do DER-ES
O Departamento Estadual de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) tem recebido críticas pela condução do projeto da rodovia. Os moradores afirmam que as intervenções na via foram discutidas em audiências públicas, no entanto, a implementação não tem correspondido às expectativas. O DER-ES se manifestou afirmando que está aberto ao diálogo e que sugestões podem ser formalmente apresentadas para revisão.
Alterações no Projeto Original
Clebson Bazoni menciona que, durante o transcorrer das obras, percebeu-se que as propostas iniciais foram abandonadas. Ele afirma que a ausência de acessos e rotatórias, previamente cogitados, foi uma mudança não comunicada à comunidade. Até agora, os contatos realizados com a empresa responsável pela obra não geraram respostas concretas, o que tem gerado um sentimento de frustração entre os moradores.
Acesso às Comunidades Locais
Os moradores dos loteamentos que fazem parte da área afetada incluem localidades como Mar Aberto, Verão Vermelho, e Bosque da Praia, todas fortemente impactadas pela falta de acessos. O presidente da associação menciona que estas localidades dependem da rodovia para o cumprimento de atividades diárias, como acesso ao trabalho e ao comércio local. Muitos se veem obrigados a adotar trajetos desnecessariamente longos e difíceis.
Consequências para os Motoristas
Além das exigências de desvios prolongados, motoristas relatam que a ineficiência do projeto atual levou a um aumento no número de acidentes e na gravidade das ocorrências. O caso do vendedor de leite, que tem sua atividade impactada em sua rotina diária, é apenas um dos muitos exemplos que ressaltam a urgência em modificar o projeto da rodovia, visando assegurar um fluxo viável e seguro.
Reunião com Autoridades para Soluções
A associação de moradores afirma que, caso o DER-ES não tome uma atitude até 20 de julho, é compreensível que farão um apelo formal ao Ministério Público. O objetivo é solicitar uma reunião com o promotor responsável para discutir a situação e buscar uma solução. Para a comunidade, ter um espaço onde possam expressar suas preocupações é crucial para promover mudanças significativas e garantir a segurança do tráfego na nova via.

