Escola em São Mateus realiza café cultural sobre território quilombola

Escola Estadual Wallace Castello Dutra

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Wallace Castello Dutra, localizada em São Mateus, promoveu no último dia 24 de março uma atividade conhecida como “Café Cultural – Território do Sapê do Norte: Guardiã da História e da Terra”. Este evento envolveu os estudantes da 2ª série do Ensino Médio.

A Conexão com a História Quilombola

O evento foi concebido de maneira interdisciplinar, abarcando os campos de geografia e sociologia, sob a orientação da professora Samyra Cardozo Santos Perim, que leciona biologia. A atividade teve etapas preparatórias que incluíram um estudo detalhado sobre o território do Sapê do Norte, enfatizando as raízes e a história quilombolas, além dos processos sociais e culturais que moldam essas comunidades.

Importância da Interdisciplinaridade

A interação entre diferentes disciplinas permitiu que os alunos compreendessem profundamente a relevância das comunidades quilombolas no contexto histórico e social brasileiro. A proposta buscou integrar diversas áreas do conhecimento, proporcionando aos alunos uma visão holística do tema, conectando história, geografia e sociologia com suas realidades.

Roda de Conversa com Dona Luzia

Um momento marcante do evento foi a roda de conversa com Dona Luzia, uma respeitada representante da comunidade Quilombola São Domingos. Dona Luzia contou suas experiências e compartilhou conhecimentos tradicionais, refletindo sobre a história, os hábitos e os desafios enfrentados pela sua comunidade.

A Valorização da Cultura Quilombola

Durante a conversa, Dona Luzia ressaltou a importância da preservação da identidade cultural quilombola e os desafios que essa comunidade enfrenta na luta por reconhecimento e respeito. Esse tipo de interação não só valoriza a cultura local, mas também sensibiliza os alunos para a importância da resistência cultural e da luta pelos direitos e pela memória das comunidades quilombolas.



Estudantes como Protagonistas

A realização da atividade proporcionou aos estudantes uma oportunidade de protagonismo, permitindo que eles se vissem como agentes ativos na construção e preservação da história local. Segundo a professora de geografia, Joelaine, a experiência foi essencial para conectar os alunos com a realidade das comunidades quilombolas, promovendo um aprendizado crítico e humano.

Reflexões sobre a Identidade

Os alunos participaram ativamente do evento, e um deles expressou que a fala de Dona Luzia o tocou profundamente, ressaltando a semelhança entre suas experiências de vida e a trajetória da anfitriã. Essa conexão pessoal ajudou a promover uma reflexão sobre identidades, lutas e a relevância de valorizar as histórias de resistência.

A Educação que Transforma

Atividades como essa evidenciam o papel transformador da educação, que ultrapassa os limites da sala de aula e se integra à vida da comunidade. Quando os estudantes têm a oportunidade de dialogar com figuras representativas, eles começam a compreender a importância das vozes que compõem a diversidade cultural do Brasil.

Desafios Enfrentados pelas Comunidades

Dona Luzia não deixou de abordar os desafios diários que as comunidades quilombolas enfrentam, como a luta por direitos de propriedade da terra e a busca por reconhecimento oficial. Essas questões são fundamentais para entender a dinâmica social e econômica que afeta estas comunidades e são temas imprescindíveis a serem discutidos nas escolas.

Preservando a História e a Memória

A atividade promovida pela EEEFM Wallace Castello Dutra não foi apenas um café cultural, mas um verdadeiro espaço de resistência, onde a história e a cultura local foram celebradas. O encontro com Dona Luzia e os diálogos que emergiram dele ajudaram a consolidar o saber comunitário e a importância da valorização das identidades, mostrando que a preservação da história e da cultura é essencial para a construção da memória coletiva.



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