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São Mateus é o segundo município mais antigo e oitavo mais populoso do estado do Espírito Santo, Brasil. Foi fundado em 21 de setembro de 1544, recebendo autonomia municipal apenas em 1764. Originalmente, chamava-se Povoado do Cricaré, sendo rebatizado no ano de 1566 por Padre José de Anchieta para o nome de São Mateus. Sua população atual gira em torno dos 109 mil habitantes.
É considerado o município com a maior população negra do estado.

Tal fato se dá, pois, até a segunda metade do século XIX, o Porto de São Mateus era uma das principais portas de entrada de negros no Brasil. Também há a forte presença de italianos, que são responsáveis pela colonização de grande parte dos sertões mateenses.  Sua economia está baseada na exploração e produção de petróleo. Na década de 1970, foram descobertos vários campos de exploração e na década de 1980, essas descobertas foram ampliadas. Na década de 2000 foi implanto na região de Campo Grande o Terminal Norte Capixaba, responsável pelo escoamento de toda a produção da região. Várias empresas estão se instalando no município como a Paranapanema e a montadora de de ônibus Marcopolo alavancando ainda mais a economia local.

Também destaca-se pelo forte apelo turístico, tanto histórico quanto de temporada. O carnaval de Guriri, principal balneário do município, é um dos mais animados do estado e chega a ser conhecido nacionalmente, recebendo, principalmente, turistas de Minas Gerais.  Localiza-se a uma latitude 18º42’58″ sul e a uma longitude 39º51’21″ oeste, estando a uma altitude de 36 metros. Sua área total é de 2.543 km², equivalente a 5,12% do território Capixaba. Limita-se ao norte com os municípios de Boa Esperança, Pinheiros e Conceição da Barra; ao sul com São Gabriel da Palha, Vila Valério, Jaguaré e Linhares; a leste com o oceano atlântico e a oeste com Nova Venécia. Dista da Capital do Estado, Vitória, 219 km.

Etimologia

Do início da colonização, em 1544, até meados do século XVI, a pequena povoação que se formou as margens do Rio São Mateus era apenas conhecida como Povoação do Cricaré. O nome São Mateus é em homenagem ao evangelista Mateus, pois, Padre José de Anchieta, em 1566, ano de uma de suas peregrinações pela então Capitania do Espírito Santo, ao visitar a pequena povoação, celebrou uma missa no dia 21 de setembro, dia de São Mateus. Como era costume na época batizar locais e acidentes geográficos com o nome do santo do dia, Anchieta rebatizou a Povoação do Cricaré para São Mateus.6 7

História

Período pré-cabralino

Família de índios botocudos.

Antes do inicio da colonização portuguesa a região de São Mateus era habitada por índios Aimorés, também conhecidos como Botocudos.8 Urnas funerárias encontradas na região de Barra Nova, na década de 1960, além de peças de cerâmica encontradas em uma escavação ao lado do Hospital Roberto Silvares, em 1998, são atribuídas a etnia Tupi, da qual os aimorés fazem parte, e são datados como sendo do período que vai do século X até o século XVI.

Há relatos em manuscritos, que datam do início da colonização, que havia nessa região a incidência de índios antropófagos. Estes índios não sabiam nadar, como os demais índios Tupis, mas remavam com habilidade e manuseavam argila com destreza.

As tentativas dos padres jesuítas em tentar catequizar os indígenas foram fracassadas. Afonso Brás, primeiro missionário do Espírito Santo, afirmou, em carta de 1551, que após receberem o batismo os índios fugiam e voltavam ainda piores, tornando a cultuar suas crenças e a praticar seus costumes.

Chegada dos primeiros colonizadores

Não há data precisa da chegada dos primeiros colonos, nem a indicação dos seus nomes, mas, pela tradição oral, os primeiros colonizadores portugueses chegaram a São Mateus por volta de 1544. Há notícias de que, sobressaltados com as freqüentes investidas dos índios, os colonos de Vasco Fernandes Coutinho dividiram-se em grupos abandonando a Capitania, fugindo para as capitanias mais próximas, ou dirigindo-se ao interior. Alguns desses colonos poderiam ter rumado para o norte, em direção ao Rio São Mateus.

A falta de informação sobre os primeiros anos da colonização faz com que muitos historiadores levantem hipóteses, nem sempre prováveis. Uma delas é que o povoamento de São Mateus poderia ter-se iniciado com a chegada de náufragos. Na história do Padre José de Anchieta lê-se que, ao passar pelo Rio São Mateus, em 1596, celebrou missa para alguns náufragos. Carece, no entanto, de documentação para tornar-se fato histórico.

Para o historiador Eduardo Durão Cunha, o mais provável era que os primeiros colonos devam ter vindo da vizinha Capitania de Porto Seguro, cujo donatário era Pedro do Campo Tourinho. Pode-se afirmar, no entanto, que a documentação histórica que registra a presença mais remota de portugueses na região é a que trata da Batalha do Cricaré, ocorrida em fins de janeiro de 1558. Outra é a narração epistolar de uma viagem e missão jesuítica do padre Fernão Cardin que veio a Vila de Sam Matheus, em setembro de 1583.

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Massacre dos Aimorés

Durante anos, os Portugueses travaram sangrentas batalhas contra os Índios presentes nas regiões próximas ao até então Povoado do Cricaré. Dizem que os nativos dessa região eram conhecidos pela valentia com que guerreavam e pela forma brutal que tratavam seus inimigos. A maior e mais conhecida das batalhas foi a Batalha do Cricaré, onde morreu Fernão de Sá, filho do então Governador Geral do Brasil, Mem de Sá.

Elevação do povoado a Vila

Com a descoberta de ouro em Minas Gerais, a partir da segunda metade do século XVII, o governo português, percebendo a possível ameaça de perda de controle das mesmas, resolveu tomar providências para evitar a subida de aventureiros e busca do ouro.

Em 1764, o então ouvidor da Capitania de Porto Seguro, Thomé Couceiro de Abreu, seguindo recomendações da Coroa Portuguesa, apos vários levantamentos, ultrapassou os limites territoriais de sua capitania e tomou as medidas necessárias para a elevação da povoação à categoria de vila, entendendo que tal ação seria necessária para que fosse evitada a invasão por intrusos através do Rio São Mateus, das minas de ouro recém descobertas.13 O nome escolhido, Villa Nova do Rio de Sam Matheus, foi o mesmo dado por Anchieta.

Esse fato se deu no dia 27 de setembro de 1764. No ano da elevação a categoria de vila, a povoação de São Mateus, que ficava no alto do planalto, já contava com duas ruas ladeando a Igreja Matriz. Delas partiam quatro travessas que iam até o Córrego da Bica, na época chamado de Córrego do Mato. Nessas duas ruas havia poucas casas de alvenaria, onde moravam os mais ricos, geralmente proprietários de terra. Os outros, com menos poder aquisitivo e prestigio político e social, moravam em casas de taipa. Escravos, serviçais e agregados moravam nas travessas.

Por essa época, a Capitania do Espírito Santo estava sendo administrada diretamente pela Coroa Portuguesa As dificuldades eram tantas que os donatários não conseguiram dar conta de tão árdua tarefa. Bem por isso que o povoado foi elevado a categoria de vila, sendo submetido, a partir de então, a Capitania de Porto Seguro, até janeiro de 1823.13 Dentre as providencias tomadas estavam a medição de ruas, a construção da casa de câmara e cadeia e implantação de um pelourinho.

Criação do município

Em 3 de abril de 1848, através de decreto do Presidente da Província do Espírito Santo, Dr. Luiz Pedreira de Couto Ferraz, a Vila Nova do Rio São Mateus foi elevada a cidade, com o mesmo nome que foi dado pelos primeiros colonizadores: São Mateus. O povo mateense tomou conhecimento desta notícia depois do dia 13 de abril de 1848, quando foi encaminhada correspondência a Câmara municipal comunicando o fato. Para comemorar o importante acontecimento uma grande festa foi realizada nos dias 21, 22 e 23 do mesmo mês e ano. Ao ser elevado a categoria de município, o território de São Mateus totalizava uma área de 13.588 km², o que correspondia a 29,8% do território capixaba. A criação da comarca aconteceu em 23 de março de 1853.

O município de Conceição da Barra foi o primeiro a se emancipar politicamente de São Mateus, ainda no século XIX. Outros descidade-sao-mateus-esmembramentos só vieram ocorrer no século XX, quando Barra de São Francisco foi emancipado através do decreto de lei 15.177 de 31 de dezembro de 1943. Em seguida veio Nova Venécia que foi emancipada através da Lei Estadual n°767 de 11 de dezembro de 1953. A emancipação de Boa Esperança, por força da Lei Estadual n° 1912, foi em 28 de dezembro de 1963. Por último Jaguaré, em 13 de dezembro de 1981, através da lei n° 3445.

 

Geografia

Clima

Levando-se em conta que a temperatura anual média fica em torno de 24°C, variando entre 21°C e 32°C no verão e 17°C e 28°C no inverno, pode-se classificar o clima de São Mateus como megatérmico, não muito quente por causa do vento nordeste que o torna ameno. Como a precipitação pluviométrica local está em média de 1432,8mm e o índice de evaporação na média de 1395mm por ano, o clima pode ser enquadrado com seco sub-úmido.

Vegetação

No município São Mateus, a monocultura de reflorestamento (eucalipto) ocupa área maior que a Mata Atlântica, bioma da região. A predominância é do eucalipto, que tem como finalidade a produção de matéria-prima para as fábricas de celulose da Fíbria e da Suzano. No entanto ainda são encontradas algumas diversidades em ilhas não devastadas, com algumas espécies de bromélias e orquídeas, além da Palmeira-indaiá, Ipê-amarelo, Embaúbas, Quaresmeiras, Samambaias, entre outras.

Dos 45.597 km² do Espírito Santo, 38.050 km² eram cobertos por Mata Atlântica. O restante era coberto por restinga. Em São Mateus, na região costeira, predominava a formação de restinga, sendo que nos vales dos rios e nos tabuleiros havia a formação predominante de mata Atlântica. Atualmente, segundo dados do Emater, dos 256.913ha de São Mateus, apenas 30.000ha ainda estão cobertos por matas e restingas. As pastagens cobrem 87.230ha. A cultura do eucalipto cobre 40.444ha.

Bacias Hidrográficas

Enchente do Rio São Mateus em 2009
As Bacias que compõem a paisagem hidrográfica de São Mateus são as do rio Barra Seca, rio Itauninhas e do Rio São Mateus, mais conhecido como Rio Cricaré.

Rio São Mateus

O Rio São Mateus é formado por dois braços: o rio Cotaxé ou rio do Norte, com 244 km de extensão, cuja nascente se localiza no município de Ouro Verde, em Minhas Gerais, e o rio São Mateus ou Cricaré ou ainda Braço Sul, com 188 km, com sua nascente localizada no município de Itajubinha, também em Minas Gerais.

Microbacias

Rio Preto

Nasce em São Mateus, próximo da sede do distrito de Nestor Gomes. É formado pela junção dos córregos Grande, Areia, Cerejeira e braço sul do rio Preto. Recebe outros pequenos afluentes e deságua no Rio São Mateus, entre a sede da cidade e o rio Mariricu. A partir da década de 1970 esse rio de águas escuras, típico das regiões de turfas, passou a ser um balneário frequentado pelos banhistas que, na volta da praia de Guriri, ali faziam uma parada para tirar o sal do corpo.

Rio Mariricu

Afluente do Rio São Mateus, o rio Mariricu fica na aprazível região que tem o mesmo nome, separando a ilha de Guriri do continente. É propício para passeios de barcos e pesca de linha. Mariricu é uma corruptela do termo tupi marerike, que significa fortaleza ou paliçada. Os índios erguiam-nas para se defender de invasões. Existiam várias ao longo do rio Cricaré, na época da colonização do Brasil. Originalmente, o Rio Mariricu era o Rio Barra Seca, mas com a abertura da nova barra na vila de Barra Nova, esse trecho do Barra Seca recebeu a atual denominação.

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Praias

Guriri é a Principal praia e pertence as cidades de Conceição da Barra e São Mateus, tendo o seu acesso principal pela rodovia estadual Othovarino Duarte dos Santos. No município de São Mateus encontram-se doze praias, sendo que as mais conhecidas são as de Guriri e de Barra Nova. Guriri é uma ilha muito procurada por turistas mineiros e do norte do estado capixaba. O litoral mateense mede aproximadamente 43 quilômetros de extensão, sendo Guriri a praia mais conhecida. Guriri é uma ilha com uma praia de quase 20 quilômetros, ligando-se a de Barra Nova outra extremidade da ilha onde o rio se encontra com o mar. Possui águas agitadas e mornas formando piscinas naturais na maré baixa. Urbanizada e bastante freqüentada, ainda precisa de esgoto e melhor tratamento em suas vias, em 2008 foi abandonada pelos turistas devido o sistema de captação de água não repoarado pelo poder público deixou que o sistema enviasse água salgada para as casas e hoteis onde estavam os veranistas.

Durante o verão a Ilha de Guriri recebe milhares de veranistas de várias cidades do Estado e de outros estados principalmente Minas Gerais, o que classifica a Ilha de Guriri como um dos lugares mais procurados do Espírito Santo. O nome Guriri veio em decorrência de milhares de pés de coquinhos de guriri encontrada em toda a extensão a ilha. A palavra “guriri” significa coco pequeno. Constui-se numa das mais belas de Praia da Ilha de Guriri. Sua beleza está nos manguezais e na baía que ali se formou por ocasião da abertura da barra artificial. Localiza-se a 30 quilômetros do centro de São Mateus e o acesso é por estrada de chão.

Municípios limítrofes

O município de São Mateus limita-se ao norte com os municípios de Boa Esperança, Pinheiros e Conceição da Barra; ao sul com São Gabriel da Palha, Vila Valério, Jaguaré e Linhares; a leste com o oceano atlântico e a oeste com Nova Venécia.

Demografia

Composição étnica

O município de São Mateus é composto na sua maioria da miscigenação de Índios, Italianos, Portugueses e Africanos, possuindo ainda influencia germânica e asiática.

Africanos

São mateus é a cidade com a maior população afrodescendente do estado do Espírito Santo. Os afrodescendentes estão na política, no comércio, nas roças e na cidade construindo bairros e contribuindo com sua forma de ser e fazer para a economia local.

Os escravos africanos que viviam em São Mateus foram trazidos de Angola e Guiné, das nações Bantu, Benguela, Cabidela. Foram utilizados nos trabalhos nas lavouras, principalmente para a produção de farinha de mandioca. A população afrodescendente mateense é responsável pelas festas mais antigas da região norte do estado, destacando-se dezenas de grupos artísticos e religiosos como ao ticumbi, jongo, marujada, congo, etc. A cultura da farinha e do beiju é oriunda das estratégias de resistência ao sistema escravista garantindo autonomia econômica e política aos escravos.

O tráfico de africanos escravizados perdurou no Porto de São Mateus onde eram comercializados e encaminhados para as diversas fazendas da região. O último carregamento clandestino de negros na costa brasileira aconteceu na barra do Rio São Mateus, em 1856.  A história registra a resistência ao sistema escravista com inúmeras fugas e consolidação de quilombos na região norte do município. A busca de emancipação foi além da liberdade concedida pela Lei do Ventre Livre, a Lei dos Sexagenários e a Lei Áurea. Por meio da constituição dos quilombos, doações e compra de terras a memória dos mais velhos indica um tempo de liberdade e bonança, longe da dominação escravista.

A perseguição aos quilombolas foi uma das marcas de todo o sistema colonial, alcançando o século XX e XXI, dado a expulsão de seus territórios pelo agronegócio a partir da década de 1960 e eliminação das fontes naturais de produção e reprodução de sua cultura.  Atualmente a região denominada Sapê do Norte, composta por mais de trinta comunidades quilombolas, etá empenhada em retomar seus territórios tradicionalmente ocupados e dar continuidade a seu processo de emancipação.

Indígenas

Na formação do povo mateense, há a presença marcante da cultura indígena. Hábitos como o de banhar-se diariamente ou então o do consumo de derivados da mandioca são de origem indígena. Utensílios como a esteira, a rede e uma infinidade de artefatos para a pesca, além da habilidade com a cerâmica também possuem a mesma origem.</ref> Já os residentes na área rural, 53,20% eram do sexo masculino e 46,80% do sexo feminino.

É comum encontrar nas principais famílias mateenses matriarcas de origem indígena, visto que os primeiros colonizadores viram-se obrigados, para povoar essas terras, miscigenar-se com os nativos.

Italianos

No dia 13 de maio de 1888, acabou a escravidão no Brasil. Nesse mesmo ano, chegou ao Porto de São Mateus o primeiro grupo de imigrantes italianos, formado por aproximadamente cinqüenta famílias. Elas foram encaminhadas para os lotes demarcados no vale do córrego Bamburral, para a formação do núcleo de Santa Leocádia, a cerca de 20 km da sede do município. Essa região estava infestada de mosquitos que transmitem malária. Isso provocou a morte da metade dos primeiros colonos italianos. No primeiro mês não fizeram outra coisa a não ser enterrar os mortos.

Antonio Rodrigues da Cunha, o Barão dos Aymorés, conseguiu levar muitas famílias de imigrantes para trabalhar em suas terras como também o fizeram Constante Sodré e outros fazendeiros que se instalaram nas regiões mais altas, em terras mais apropriadas para a implantação da cultura do café. Utilizando a mão-de-obra italiana, Antonio Cunha pode então completar o sonho de formar sua grande fazenda na Serra dos Aymorés. No entorno do barracão utilizado como entreposto por Antonio Cunha, localizado a aproximadamente 30 km acima de sua fazenda na Cachoeira do Cravo, formou-se um núcleo urbano. Os italianos o denominaram Nova Venécia, para lembrar a cidade de Veneza, capital da região do Veneto, na Itália, de onde veio a maioria dos imigrantes.

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Crescimento populacional

São Mateus, no ano de 2000, possuía uma população de aproximadamente 90.460 pessoas, sendo que 76,28% residiam na área urbana e 23,72% na área rural.24 Dos residentes na área urbana, 51,33% eram do sexo feminino e 48,67% do sexo masculino.25 Já os residentes na área rural, 53,20% eram do sexo masculino e 46,80% do sexo feminino.

No ano de 2009 a população municipal era de 106.974 habitantes,3 tornando-se a 9ª maior em população do estado do Espírito Santo, população essa que pode ser comparada a de países como São Vicente e Granadinas e Aruba. A densidade demográfica no município no ano de 2009 era de 43,9 hab/km², sendo comparável à densidade demográfica mundial e a de países como a Nicarágua, sendo maior que a do Brasil. O IDH municipal no ano de 2000 era de 0,730,4 sendo comparável ao IDH de países como Bolívia e Honduras e maior que os de países como África do Sul e Egito.
Evolução demográfica.

Política

Prefeitos

O município de São Mateus conta, desde a Ditadura Vargas, com dezessete prefeitos, sendo que Amocim Leite, com três e Lauriano Zancanela e Roberto Arnizaut Silvares com dois, são os prefeitos com mais mandatos. Atualmente, o município é administrado por Amadeu Boroto, prefeito desde 1 de janeiro de 2009.

Cidades-Irmãs

São Mateus possui duas cidades-irmãs: Sondrio (Itália )30 e Luoyang (China ).31 A iniciativa de adotar Sondrio como cidade-irmã é da Diocese de São Mateus, visto que Dom Aldo Gerna, bispo emérito da diocese, é natural dessa cidade. Já a parceria com Luoyang é iniciativa da prefeitura que visa a cooperação comercial entre as duas cidades.31

Subdivisões

Bairros

São Mateus conta com 50 bairros distribuídos pela ilha de guriri e região central. Os bairros mais nobres , como Ideal, Boa Vista, Sernamby e Inocoop estão situados na zona central, e os mais carentes à oeste do Município.

Divisão Distrital

O município de São Mateus está dividido em cinco distritos, sendo eles: Nestor Gomes, Nova Lima, Itauninhas, Barra Nova e Distrito Sede. Em 1997, a Câmara Municipal de São Mateus aprovou uma lei de autoria do Executivo, transformando o balneário de Guriri, que pertencia ao distrito de Barra Nova, em um novo bairro de São Mateus, anexando-o à Sede. Dessa forma, o distrito de Barra Nova perdeu boa parte de seu território na divisa com Conceição da Barra.

Economia

Transporte

Aeroporto

Ver artigo principal: Aeroporto Tancredo de Almeida Neves
Em São Mateus encontra-se o Aeroporto Tancredo de Almeida Neves (ICAO: SNMX) é o segundo maior aeroporto do Espírito Santo e está localizado no município de São Mateus. Possui uma pista de 1350m de asfalto.
Rodoviária

A Rodoviária de São Mateus se localiza no centro da cidade e é de propriedade do Grupo Águia Branca. Quando inaugurada, em 1968, era a maior e mais moderna rodoviária do estado. Hoje já não comporta nem a atual demanda de passageiros da sua proprietária.

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Cultura

Pontos Turísticos

Porto de São Mateus

Cais do Porto

O movimento no Porto de São Mateus era intenso, com os trapiches cheios de mercadorias para exportação. Os armazéns vendiam mercadorias aos moradores locais e aos das vila do interior como Barra de São Francisco, Nova Venécia, Boa Esperança, Jaguaré e outras, todas ainda pertencentes ao território de São Mateus. Por causa da pouca profundidade e largura do rio, em alguns lugares, os navios só podiam entrar ou sair de 15 em 15 dias, nas luas cheias e novas, quando as marés são mais altas.

O Porto de São Mateus , tornou-se um dos mais importantes da costa brasileira por causa da produção de farinha de mandioca, café e exportação de madeira.
Tornou-se necessário e importante para Portugal, pois o Rio Cricaré nascia na Serra da Safira, em Minas Gerais, alcançando as minas de ouro na região de Ouro Preto.

No Porto de São Mateus também desembarcaram grande parte dos negros escravizados que vieram para o Brasil e foi nele que foi apreendido o último carregamento clandestino na costa brasileira em 1856, quando foi aprisionado por uma escuna norte-americana na barra de São Mateus com 350 africanos.

Museu Histórico Municipal

A antiga Casa de Câmara e Cadeia, sua construção data de 1764. Na parte superior ficava a sede da câmara e, na inferior a cadeia. O pelourinho ficava nas proximidades. A cadeia ficou ali instalada até metade do século XX e a sede municipal, até a década de 1980. O Museu Histórico está ali alojado desde 2001, lá podem ser encontradas urnas funerárias de cerâmica de origem tupi, documentos e móveis de época. O Museu Histórico de São Mateus está situado na praça São Mateus no centro da cidade.

Museu Eclesiástico de Arte Sacra

Ver artigo principal: Museu Eclesiástico de Arte Sacra
O Museu Eclesiástico de Arte Sacra é pertencente a Diocese de São Mateus, mas é administrado pela prefeitura municipal. Lá se encontram expostas imagens sacras dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX, além de vários outros objetos sacros, vestes sacerdotais e episcopais e fotografias dos vários aspectos da história da igreja católica em São Mateus e municípios do norte capixaba.32

Ruinas da Igreja Velha

Igreja Velha

Construção do século XIX, foi projetada, a mando dos jesuítas, para ser a maior igreja da cidade. Em 1853, por decisão da Câmara Municipal de São Mateus, a obra foi paralisada. Está localizada na parte alta de São Mateus e foi construída por escravos negros, a base de argamassa de óleo de baleia e cal.

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Igreja Matriz

Localizada na praça municipal, centro, foi construída pelos jesuítas antes de 1764. Depois de um incêndio no altar-mor , em 1949, um novo altar foi construído nos moldes do anterior. Sob a torre, está localizado o túmulo de Dom José Davit, primeiro bispo de São Mateus.

Igreja de São Benedito

Construção jesuítica localizada n praça com o mesmo nome, no Centro. A data provável de sua construção é do início do século XVIII. Até o final do século XIX era chamada de capela de Nossa Senhora do Rosário. No século XX passou a ser conhecida como Igreja de São Benedito. Nesta igreja são realizadas celebrações afros, sendo a mais importante a do dia 27 de dezembro, feriado municipal.
Biquinha
Reservatório de água potável que é recolhida de várias nascentes na avenida Cricaré, construído em 1880, de onde foi encanada a água que jorrava no chafariz do Porto até meados da década de 1960.

Esporte

São Mateus possui dois clubes de futebol: Associação Atlética São Mateus33 e Matheense Football Club.

O Matheense Football Club tem sua data de fundação incerta, porém anterior à 1922. Seu melhor desempenho em campeonatos estaduais foi o Vice-Campeonato Capixaba da Série B em 1994. Seu estádio, Estádio Othovarino Duarte dos Santos, mais conhecido como Estádio do Matheense, possui capacidade para cerca de 1.000 pessoas. Fica localizado no Bairro Sernamby.

A Associação Atlética São Mateus foi fundada em 13 de dezembro de 1963, participa do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2011 – Série D e da 1ª Divisão do Campeonato Capixaba, sendo campeão em 2009 e 2011.35 Seu estádio é o Estádio Manoel Moreira Sobrinho, mais conhecido como Estádio Sernamby. Sua capacidade é para 7.500 pessoas.

Informações sobre a cidade São Mateus – ES 

Área 2 343,251 km² 2
População 109 067 hab. Censo IBGE/20103
Densidade 46,55 hab./km²
Altitude 36 m